Grito dos Excluídos: manifestantes realizam ato em Cariacica contra desmonte do meio ambiente e da educação pública


Estudantes, professores e técnicos da Ufes protestaram contra os cortes de verbas e o Projeto Future-se que irá ampliar a desigualdade e impedir o acesso da população mais pobre e de baixa renda ao ensino superior público.

O feriado de Sete Setembro ( sábado,7) foi de resistência na Grande Vitória(ES). O 25° Grito dos/as Excluídos/as levou mais de 2 mil pessoas para as ruas de Cariacica. Com  faixas, cartazes e entoando músicas e falas de protestos, os participantes ganharam as ruas dos bairros de Porto de Santana, Porto Novo e Flexal para gritar que a independência ainda não chegou para grande parte da população brasileira.

O presidente Jair Bolsonaro, representado pelo boneco “Bolsomorte”, esteve presente representando toda opressão e morte causada pelo seu governo.  Sob o lema Este sistema não vale! os manifestantes denunciaram o desmonte da educação pública, o crescimento do desemprego, das queimadas, o avanço do desmatamento, entre outras bandeiras.

A Adufes se juntou ao movimento defendendo a educação pública, gratuita, laica e de qualidade; contra os cortes de verbas e a privatização das universidades públicas prevista pelo programa Future-se, de Jair Bolsonaro.

ala direitos humanosOs/as professores/as participaram do 25º Grito dos Excluídos nas Alas Direitos Sociais e   Direitos Humanos e Segurança Pública. Eles/as  foram com camisas pretas com a frase "Educação Sim" e denunciaram os inúmeros ataques do atual presidente Jair Bolsonaro ao ensino e à violência contra a população periférica, principalmente jovens, e negros. 

“Na conjuntura, a universidade vem sendo atacada desde sua autonomia até os investimentos destinados ao ensino, pesquisa e extensão. O mais importante, neste momento, é a gente se mobilizar contra o atual governo, que está aniquilando nossas garantias sociais “, disse o presidente da Adufes, José Antônio da Rocha Pinto. 

 O seminarista, Vitor César Noronha, destacou também a importância da luta coletiva. “O Grito dos Excluídos é um sinal de esperança e de encontro. É caracterizado pela pluralidade de pessoas, gente que luta por moradia digna, contra os retrocessos das leis trabalhistas, por uma previdência pública que assista os mais pobres”.  O grito seguiu a temática “Este Sistema Não Vale – Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade”, criticando o desmatamento da Amazônia e às tragédias envolvendo barragens em Mariana, em 2015, e Brumadinho, neste ano.

Alas. A ala dos Direitos Sociais abordou a destruição e a não existência das políticas públicas, os cortes na saúde e educação e o alto número do desemprego no país; já a Ala dos Direitos Humanos e Segurança Pública chamou a atenção para a violência no Brasil e a presença da Força Nacional  em Cariacica. A terceira, a  Ala da Questão Ambiental,  lembrou as tragédias de Mariana e Brumadinho e os incêndios que vem destruindo a Floresta Amazônica;  e, por último, a Defesa da Democracia lembrou que os direitos e conquistas adquiridos pelo povo brasileiros têm sido ameaçados diante do discurso de ódio que tem crescido no país.

Homenagem. A escolha de Porto Santana e Flexal, em Cariacica, para realização do evento teve uma razão especial: foi  uma das regiões nas quais atuou o padre francês Gabriel Félix Roger Maire, cujo assassinato completa 30 anos em dezembro. Padre Gabriel Maire chegou da França, sua terra natal, em 1980. Atuou em diversos bairros de Cariacica junto à classe trabalhadora, juventude, mulheres, pessoas sem moradia e outros grupos de excluídos e excluídas. Após diversas ameaças de morte, foi assassinado em 23 de dezembro de 1989.

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Fonte: Adufes 

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