Postado por admin em qui, 09/02/2012 - 13:22 | Atualizado em qui, 09/02/2012 - 14:32.

Estudantes ocupam prédio do Setpes em Vitória
Impedidos pela PM de ter acesso livre às demais dependências do sindicato patronal, os manifestantes ocuparam então a sala de atendimento ao público que fica no térreo do edifício.
Manifestantes afirmam que a ocupação é pacífica

Gritando palavras de ordem e fazendo apitaço, cerca de 50 manifestantes
surpreenderam até mesmo a polícia militar ao se deslocarem até a sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiro do Esdpírito Santo (Setpes), em Santa Lúcia, em Vitória.  A previsão inicial do protesto era seguir em caminhada da Ponte da Passagem, na avenida Fernando Ferrari, onde estavam concentrados, até a Terceira Ponte com intuito de liberar as cancelas do pedágio.

Mas, no meio da manhã, os manifestantes mudaram de rumo. Em frente ao Campus da UFES, em Goiabeiras, o grupo embarcou pelas portas de trás de dois ônibus do Transcol e, dentro dos coletivos, explicavam aos passageiros os objetivos do protesto. “É um absurdo o que pagamos hoje para andar de ônibus”, gritou um manifestante, se referindo à nova tarifa, cujo valor passou para R$ 2, 35 (ônibus municipal de Vitória) e R$ 2,45 (ônibus intermunicipal/ TRANSCOL).

O Movimento Contra o Aumento da Passagem (MCA), segundo um dos seus porta-vozes, Walmir de Andrade, 17 anos, agrega estudantes, trabalhadores, desempregados e outros setores da sociedade civil. No Espírito Santo, o MCA reivindica, ainda, a reabertura da CPI do Transcol  que foi arquivada em 2004. 

Ocupação é pacífica
Segundo Walmir, a ocupação de parte do prédio do Setpes é pacífica, e é mais uma forma de mostrar ao governo e ao empresariado que o aumento das passagens de ônibus é abusivo para um serviço de péssima qualidade. Os integrantes do MCA prometem novas mobilizações este ano. “O subsídio dado pelo governo ao setor não melhorou em nada o transporte público. O subsídio  só ajuda a aumentar o lucro dos empresários que supera R$ 50 milhões por ano”, disse.

Os protestos que se multiplicam nas redes sociais chamam atenção também para a falta de qualidade do transporte público. As maiores reclamações são referentes à superlotação, nos horários de pico, e à demora nos intervalos das viagens.

Fonte:  Adufes


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